Leela * a grande brincadeira

camino-emocional
Houve um homem que cresceu angustiado com uma pergunta. Ele queria saber o porquê. Era obcecado por saber o porquê da vida, do Universo, de Deus. Não compreendia o sentido de tudo o que existe e passou toda a infância e adolescência possuído por essa dúvida.
Quando cresceu, foi contando o Velho, o homem procurou os católicos. Eles lhe disseram que tudo existia para a “honra e glória” de Deus”. Mas ele queria saber o porquê.Foi aos protestantes e eles disseram que não interessava o porquê ,”Deus quer e ponto final” Puseram-lhe ainda a correr quando perguntou o porquê até mesmo da existência de Deus.

 
Desiludido e obcecado ,aos vinte anos ele abdicou de uma vida comum,provocando escândalo entre os seus,para ser um andarilho.
Percorreu então todo o mundo, procurando a resposta do porquê final.Conheceu todas as seitas e religiões,mas elas não conseguiam saciar sua obsessão.Alguns místicos gnósticos chegaram perto.Ensinaram-lhe que no começo,tudo era Um.era o absoluto,opleroma ,a plenitude da divindade.Houve no entanto uma Grande Queda,e a Unidade primordial fragmentou-se provocando a criação do universo.O príncipio fundamental da existência seria então,segundo eles, o Grande Retorno a unidade primordial.Mas qdo o irrequieto perguntou o porquê da Unidade ,da Queda e da necessidade do Retorno,não souberam responder.
Panteístas explicaram-lhe maravilhosamente como Deus era imanente ao ser.Que tudo era manifestação d’Ele .Que a finalidade da evolução era fazer-nos conscientes disso.Mas não lhe disseram o porquê.
Viajou pelo mundo,à procura de Gurus, ordem esotéricas, mestres espirituais.Conheceu muçulmanos,sufis,cristãos,místicos,orientais,budistas,pajés e xamãs.Ouviu respostas até que lhe agradaram.Mas não satisfaziam a pergunta que vinha de uma parte muito mais profunda de seu ser.
Assim viveu.Não fez família ou teve profissão.Não teve amigos também.Foi um solitário andarilho mendicante.Apenas sua pergunta lhe fazia companhia,dia e noite.Viajou o mundo,às vz chamado por mecenas e líderes religiosos que queriam apresentar suas verdades.Viajou como pedinte por trens,ônibus,de carona em carros,a cavalo e a pé.
Depois de quarenta anos,estava prestes a desistir.Viajara por toda parte,conhecera todos os religiosos,agnósticos e materialistas.Em parte alguma encontrara resposta que lhe saciasse a inquietação.Começava a crer que morrria sem ela,quando uma chama de última esperança iluminou sua face.Disseram-lhe que havia um monge hindu,solitário,vivendo no Himalaia,que tinha uma resposta.
Já com sessenta anos, o andarilho,cansado,passou por tudo,até desabamentos de neve,mas por fim encontrou o monge.Ele vivia em absoluta solidão.Quando o andarilho o viu imaginou que finalmente descansaria.O pequeno homenzinho irradiava felicidade.Seus olhos eram cintilante como os de uma criança,ainda que tivesse mudownloadita idade.Emanava uma serenidade como nunca antes havia o peregrino visto.Era pura paz e alegria.
Fez então ao monge a pergunta do porquê.O homenzinho passou o dia e a noite inteira explicando-lhe com grande seriedade sobre o Universo e Deus.Falou de cosmogonia,teologia,escatologia,filosofia,mitologia, fenomenologia,religiões comparadas,timologia sacra,simbolismoe astrologia.Citou o I Ching, a Bíblia,os Vedas,Sutras e os livros sagrados de toda a espécie.Falou-lhe das leis cósmicas,da hierarquia dos anjos e demônios,dos planos astrais,dos níveis de consciencia divinos,da formação da almas e chacras.À medida que falava o andarilho ia ficando cada vez mais pálido.Td aquilo já ouvira antes.Mais uma vz se decepcionara.Ia morrer sem a resposta.
Finalmente o monge disse:

Pronto!
Desolado, o andarilho retrucou-lhe

Não meu mestre .Eu continuo sem saber.O senhor explicou td,menos o porquê.
Então os olhinhos do monge voltaram a cintilar e seu rosto iluminou-se .Com um sorriso respondeu-lhe

Ah meu filho .Tudo isso é porque Deus queria brincar.O Universo é a Grande Brincadeira de Deus.
O andarilho finalmente tinha encontrado sua resposta.

“…Com a história da Grande Brincadeira,o Velho revelou-me sua concepção básica.Tdo se explicava na idéia de Deus brincando de um jogo de esconde-esconde de si mesmo.Tudo era o prazer da redescoberta,no jogo cósmico da unidade versus dualidade.
Disse-me que eu não podia levar nada asério,pois td não passava de um jogo.A própria iniciação era como uma brincadeira.O homem no jogo de se redescobrir.
Debaixo do mundo real,h;a apenas Maia,a grande Ilusão.E como ilusão, não passa de uma brincadeira.O ego brinca que existe.As sociedades brincam que são válidas.As culturas brincam que são reais. O universo inteiro brinca.
-É td ilusão,tudo brincadeira!.N iniciação brincamos,Somos deuses e nos esquecemos disso,apenas para jogar.A iniciação é a brincadeira de Deus procurando a si mesmo.
Com essas explicações ele mandou que eu relaxasse e levasse menos a sério a mim mesmo.Disse para relaxar e brincar.Isso me tiraria os medos,mexeria com meus valores.Se tudo é uma brincadeira, as coisas perdem seu poder de pressão.Passamos a v^-las como um jogo simplesmente.Se ganhamos,bem.Se perdemos,igual.É um jogo cósmico e divino.”
“…Não fuja das dualidades, Transcenda-as ,brincando com elas. Alcançamos a unidade viajando pelas dualidades.A finalidade da grande brincadeira é desaprender.Construímos na mente um monte de bobagens.São as ilusões.Depois brincamos de desaprende-las.Mas para isso temos de brincar com elas.Assim desaprendemos que são sérias.Não o são por que são brincadeiras divinas .Brinque com os jogos do amor.Brinque com a paixão,com seu ego, com ganhar dinheiro. Assim descobrirá que não são reais.Servem para brincar de desaprender.Com a consciência da Grande Brincadeira,tudo é bom.Nada escraviza.
Ante meus olhos arregalados,o Velho explicou-me exatamente o que,devia pressentir ,estava em minha mente.

Eu não falo de mentir ,prejudicar,porque,afinal é td uma Grande Brincadeira. Cumpra sua palavra,Seja dedicado no que faz.Seja correto nas suas obrigações .Mas como se brincasse,sabendo que o faz como num jogo.Então deixarás de ser escravo delas.
O ego não é um,Um ego é uma multidão de eus.Ele não é uma unidade.Relaxe e brinque com eles…
Com inocencia, brinque intensamente com seus muitos eus.Se há uma contradição não aceita um lado da moeda e rejeite o outro.Fique com os dois.Divirta-se com eles,sem culpa.Desista das tensoes das contradições Experimente-as sem culpas e verá nelas a bela dança da harmonia .Será maldito se o fizer sem consciencia.Será bendito se o fizer em inocência.Alcance a unidade brincando com as dualidades.Viaje com elas sem tensão e descobrirá a unidade.
Abençoado é o mundo das cores,da música ,da beleza,da alegria e do amor.Abençoados são nossos pecados,vícios e virtudes,Bendito é ao dulto que brinca com vida como uma criança.Isso é ilimitação.ele conhece os Mistérios,Ele é feliz .Ele sabe que td é uma grande Brincadeira-Ele riu- Você não queria respostas? Aí as tem.
Em seguida franziu os cenhos e disparou:
– Aproveite-as enquanto não as destruo também.

Retirado do Livro Viagem Interior-Francisco Bostrom.

Imagem

Dona Morte encontra a paz <3

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SOBRE LUTO E REVERÊNCIA, parte 3 – Charles Einsenstein e Francis Weller

Esse texto é sensacional!!!! Lindo,lindo!

Ação Transformativa

Esta é a terceira parte da tradução do podcast em que Charles Eisenstein conversa com o psicoterapeuta e escritor Francis Weller sobre a importância de resgatarmos a prática de enlutarmos em comunidade como forma de fortalecermos as relações e a nós mesmos e, assim, contribuirmos efetivamente para a transformação social que desejamos.

ACESSE AQUI A PRIMEIRA PARTE DESTA ENTREVISTA

16 - Cópia Foto: Angelica Rente (Cemitério da Recoleta, Buenos Aires, Argentina)

Eisenstein: Uma das críticas que enfrento às vezes é que, quando eu ofereço estes espaços profundamente íntimos, estes espaços transformadores ou como queira chamá-los e que dão uma breve visão do que é possível para a humanidade e as relações, de certa forma… E se eu estiver apenas oferecendo este tipo de “barato” temporário e então as pessoas voltam para casa, e isto quase faz com que suas vidas de cumplicidade com a máquina sejam um pouco mais toleráveis, porque elas tiveram esta experiência de…

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Homem de Lata

homemdelata

eu não tenho sentimento-disse o homem de lata
eu não sinto
sou vazio.
me sinto estranho
“se sentir estranho”
“já é sentir”
então vc sente.
….
o homem de lata olhou para os lados e tentou ver de quem era aquela voz que falava com ele.
E não encontrou ninguém.
A voz vinha de dentro dele.
E ele ficou assustado.
ASSUSTADO.
“Viu? Vc sente”
disse a voz.
“Annie dos Ventos – fragmentos.”

saindo da SêMente

saia do ser que mente.

Texto perfeito

Pergunta: O que se ganha conhecendo a si mesmo?
CLAUDIO NARANJO: Conhecer a si mesmo é conhecer o falso ser, esse idiota que levamos dentro de nós que constantemente nos faz sofrer. QUando alguém o vê, está começando a fazer-se sábio. O auto-conhecimento é duro mas é importante saber o que se experimenta, ter consciência do que se sente. É curador tomar consciência da agressividade inconsciente, da dor inconsciente, do medo inconsciente. Para curar o ódio, que é uma praga generalizada, inseparável do hiper desejo, da ganância, da necessidade neurótica de mais, é necessário a aceitação sincero desses sentimentos em si mesmo.

 

P: Além da psicoterapia, recomendas a meditação? 
CLAUDIO: Os ensinamentos espirituais de todas as culturas nos dizem que somente quando a mente se aquieta pode refletir algo que está além dela. Se silenciamos nossas vozes pequenas, pode-se ouvir uma voz que está em outro nível, que nos levará ao caminho correto. Essa é a voz da consciência, do ser, a parte da mente que dá sentido à vida.

 

O que seria estar são para você?
CLAUDIO: Sentir o bem-estar de ser.

 

fonte: http://hridayaterapia.com/conhecendo-si-mesmo-saude-claudio-naranjo/

Eu Superior

meditando

Acabei de fazer a meditação do Eu Superior…
Estou me sentindo estranha.
Vontade de ficar quietinha, e ao mesmo tempo estar em contato com pessoas que eu gosto.
Solidão talvez seja a palavra.
Enquanto eu estava subindo as escadas, visualizei  a montanha, me senti como se estivesse num
elevador, subindo.
Só que de repente eu vi , parecia um macaco muito bravo, acho que demônio da tasmânia
descreve melhor, porque parecia um furacãozinho de tão agitado e bravo que estava.
Ele me mostrava os dentes e rosnava muito, os pelos eriçados. Estava com raiva.
Uma sombra surgiu e pegou ele e o acalentou.
Olhei pra cima. Para o topo da montanha.
Alguém me jogou uma corda.
A sombra se desvaneceu.
E lah estava o Taz(vou chamar assim ;b) rosnando para mim no canto.
Perguntei impulsivamente ;
“Quem é você?”
E ele respondeu. “Você”
E uma grande tristeza tomou conta de mim, por que eu já sabia.
Perguntei a ele porque ele não me deixava subir.
Me disse que se eu ficasse bem, eu teria que cuidar de todo mundo. Que se eu ascendesse,
todo o meu tempo, tudo o que eu ganhasse iria pra cuidar da família, teria muitas
responsabilidades em minhas costas que não eram minhas.
Fiquei mais triste ainda, por que sei que não é verdade, que seu eu conseguisse me libertar,fazer
tudo o q quero, aí sim faria coisas para mim.Finalmente eu iria sair da semente e ser feliz.
Mas sinto que existe uma parte minha que sente aquelas palavras q o taz estava me falando com
todas as forças.
Dei um passo na direção do Taz e disse que tinha que subir. Ele deu um frágil grunhido e a
aparência mudou,ficou mais serena, mas ele se encolheu mais ainda no canto, parecendo muito
assustado e triste. Senti vontade de chorar. E um conhecido desespero.
Respirei fundo. Subi na corda, e fui subindo.
Ao chegar ao topo, a primeira coisa que vi foi um par de pés descalços. Não consegui ir pra terra
firma, fiquei pendurada lá. Uma especie de redoma me impedia a passagem.
Um monge budista estava sentado meditando,olhos fechados.Parecia ser uma
criança ainda. Era muito bom olhar para ele. Uma áurea de paz e serenidade muito grande o
envolvia,ele segurava uma flor de cristal. A flor de cristal que minha alma me deu ( depois irei
contar sobre o encontro com minha alma)
A flor de cristal. É uma flor de lótus linda, notei que ela estava ganhando cores, uma pétala se
tingia de um azul e outra pétala de rosa em tons
suaves iluminados.

Conexão com o Eu Superior

anjinha

Imagine que você caminha por uma praia e na beira da praia você vê uma montanha
Essa montanha tem uma escada enorme onde o sobe e sobe mas sobe com o corpo todo
No topo da montanha antes de chegar você enxerga alguém
Então quando chega ao topo você consegue ver a pessoa
É essa meditação
Simples
As vezes ele pode lhe parecer com um santo, Jesus ou qualquer pessoa
Ele é seu espírito
Façam essa meditação e ouça a resposta
Mas ele é sua centelha
Ele não fala muito as vezes só uma frase
Então pensem nessa frase por uns dias que ela lhes fará sentido