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Verde Esperança.

​Sabe aquela angustia que vem não sei da onde e quando tu olhas pra fora da janela e tudo o que encontra é umaimages (3) massa cinzenta no céu e prédios frios e sem cor ?
Pois é.
Dá uma sensação tão ruim de impotência e parece que uma coisa ruim está para acontecer .Dá um medo estranho do futuro.
Um tempinho atras eu li uma matéria falando sobre ecoterapia.
Toda essa sensação aí é por falta da nossa Mâe Natureza.
Tenta dar uma volta em um parque. Olhar em lugar que tenha bastante verde.E observa se teu estado de espírito não melhora.
E essa sensação não é a toa. Somos parte da natureza. E isso é um grito do nosso instinto de sobrevivência.
Eu li uma historinha do Chico Bento em que tinha um moço todo desesperado,parecendo aquelas pessoas que passou dias no deserto pedindo por água. Aí ele encontra o Chico dizendo que não se lembra mais como era o verde
O Chico diz que ele tinha guardada uma folhinha num livro e que ele podia dar pro moço desesperado.
Os olhos dele brilharam.
Chico Bento trouxe o livro mas quando foi ver a folhinha ja tava amarelada.
O homem então começou a chorar e chorar.
MAS então um brotinho começou a nascer onde as lagrimas dele foram derramadas.
(hqs né gente rssss**)

Adeus!?

Sonhei com meu antigo amor. Ele foi tudo o que eu sempre vi nele. O q eu esperava dele. Conversamos de todas as dores. Trocamos carinhos q nunca foram trocados. Ele estava totalmente diferente. Estava sério. Sereno. Eu olhei p ele é senti paz. E em outromomento do sonho a aparência dele n era mais dele. Estava mais velho.barbudo e cabelo um pouco mais compridinho. Nada a ver com ele. Rsss.

Ele ia viajar.

Acordei estranha como sempre acordo qdo sonho com ele. Acordei com aquele embrulho no peito e n sabia mais se estava chorando no sonho ou aqui na realidade.

Mas tive certeza de uma coisa. Quem eu amei nunca existiu.

.

numa fria manhã de inverno

conto de ventanias passadas.
originalmente publicado no meu blog antigo vivendo com o vento.

Era uma daquelas manhãs frias, cinzentas e nebulosas de inverno, onde só o fato de ter que abrir os olhos já é uma tortura,e se colocar o nariz para fora te faz desejar voltar ao mundo “seguro” dos sonhos, imagine ousar por os pés descalços no gélido do chão! Leva-se umas tantas horas…
E o que dizer então de um alguém com o fardo da fobia social?Onde o termômetro poderia estar nos 30° ou em amenos 23° , qualquer que fosse a temperatura,se passava mais tempo embaixo das cobertas do que qualquer canto cinza ou verde do mundo afora.
Mas… não sei o que me deu.Enfrentei o frio da manhã e o vento finalmente sorriu!
Estou lá, me sentindo com 80 quilos toda entulhada de roupas no frio assustador de uma manhã de inverno.
Alguns passos depois, e a vontade, a ânsia de retroceder é intensa, desesperadora.
Melhor é não pensar em nada e seguir adiante.

De repente…
…Tão repentinamente que nem sei como, fui parar naquela sala e minha anfitriã (que surgiu de não sei da onde)me empurrou para sua cozinha.Fiquei embasbacada!A mulher tinha um fogão a lenha.
Ela pegou um bule de vidro tão fininho que pensei que fosse trincar ao vê-la colocando no fogo,o líquido vermelho me fascinou,as borbulhas pareciam me hipnotizar,nesse instante, a minha misteriosa anfitriã me fitou.
Tremi de medo.

Ela tinha olhos estranhos olhos azuis. Pareciam de vidro.
Desviei o olhar.
O aroma que se espalhava pela cozinha me fez perceber que era vinho tinto o tal líquido vermelho.
A mulher com seus olhos de vidro pegou um pote onde se lia mel o dourado me fez pensar em ouro líquido…
A alquimia a qual presenciava me deixava cada vez mais fascinada e ela ia adicionando ingredientes de que eu não tinha a mínima idéia do que seriam, pozinhos,sementes,folhas,tudo se misturava numa combinação que parecia perfeita!
Finalmente ela despejou a tal bebida numa delicada xícara de vidro,tão fininha que temi segurar
O aroma que senti era indescritivel,inebriante.Engraçado como me fez sentir triste.
Meus olhos se encheram de lágrimas
Nesse momento minha anfitriã me fitou com seu olhar de vidro.
Estremeci.
Levei a tal bebida aos lábios.O líquido pareceu queimar minha garganta, mas deixou um sabor doce e leve em minha boca.
A tristeza aumentou e não mais consegui segurar as lágrimas.
– Normalmente quem me visita,fica alegre e seu ser é preenchido com a chama da felicidade ao tomar do meu LLilyictrium (acho que era isso,não consegui entender)
Percebi que a xícara na qual ela segurava, tremia.Suas mãos estavam tremendo.
Ela continuava a me fitar intensamente, de um modo estranho.
Minha tristeza aumentou ainda mais.
-Por que tamanha tristeza,criança?
Os olhos dela começaram a brilhar, a vida começava a bailar em teus olhos de vidro.
– Poderia me responder?Consegue responder a si mesma?
A mulher se transformou totalmente ao me fazer a última pergunta:
– Por que a escolha da tristeza, quando o efeito da bebida é justamente a alegria e felicidade?
E de repente.
Tão de repentinamente que nem sei como,
Retornei.
Para uma daquelas frias manhãs de inverno,e eu estava lá novamente, embaixo das cobertas…

Leela * a grande brincadeira

camino-emocional
Houve um homem que cresceu angustiado com uma pergunta. Ele queria saber o porquê. Era obcecado por saber o porquê da vida, do Universo, de Deus. Não compreendia o sentido de tudo o que existe e passou toda a infância e adolescência possuído por essa dúvida.
Quando cresceu, foi contando o Velho, o homem procurou os católicos. Eles lhe disseram que tudo existia para a “honra e glória” de Deus”. Mas ele queria saber o porquê.Foi aos protestantes e eles disseram que não interessava o porquê ,”Deus quer e ponto final” Puseram-lhe ainda a correr quando perguntou o porquê até mesmo da existência de Deus.

 
Desiludido e obcecado ,aos vinte anos ele abdicou de uma vida comum,provocando escândalo entre os seus,para ser um andarilho.
Percorreu então todo o mundo, procurando a resposta do porquê final.Conheceu todas as seitas e religiões,mas elas não conseguiam saciar sua obsessão.Alguns místicos gnósticos chegaram perto.Ensinaram-lhe que no começo,tudo era Um.era o absoluto,opleroma ,a plenitude da divindade.Houve no entanto uma Grande Queda,e a Unidade primordial fragmentou-se provocando a criação do universo.O príncipio fundamental da existência seria então,segundo eles, o Grande Retorno a unidade primordial.Mas qdo o irrequieto perguntou o porquê da Unidade ,da Queda e da necessidade do Retorno,não souberam responder.
Panteístas explicaram-lhe maravilhosamente como Deus era imanente ao ser.Que tudo era manifestação d’Ele .Que a finalidade da evolução era fazer-nos conscientes disso.Mas não lhe disseram o porquê.
Viajou pelo mundo,à procura de Gurus, ordem esotéricas, mestres espirituais.Conheceu muçulmanos,sufis,cristãos,místicos,orientais,budistas,pajés e xamãs.Ouviu respostas até que lhe agradaram.Mas não satisfaziam a pergunta que vinha de uma parte muito mais profunda de seu ser.
Assim viveu.Não fez família ou teve profissão.Não teve amigos também.Foi um solitário andarilho mendicante.Apenas sua pergunta lhe fazia companhia,dia e noite.Viajou o mundo,às vz chamado por mecenas e líderes religiosos que queriam apresentar suas verdades.Viajou como pedinte por trens,ônibus,de carona em carros,a cavalo e a pé.
Depois de quarenta anos,estava prestes a desistir.Viajara por toda parte,conhecera todos os religiosos,agnósticos e materialistas.Em parte alguma encontrara resposta que lhe saciasse a inquietação.Começava a crer que morrria sem ela,quando uma chama de última esperança iluminou sua face.Disseram-lhe que havia um monge hindu,solitário,vivendo no Himalaia,que tinha uma resposta.
Já com sessenta anos, o andarilho,cansado,passou por tudo,até desabamentos de neve,mas por fim encontrou o monge.Ele vivia em absoluta solidão.Quando o andarilho o viu imaginou que finalmente descansaria.O pequeno homenzinho irradiava felicidade.Seus olhos eram cintilante como os de uma criança,ainda que tivesse mudownloadita idade.Emanava uma serenidade como nunca antes havia o peregrino visto.Era pura paz e alegria.
Fez então ao monge a pergunta do porquê.O homenzinho passou o dia e a noite inteira explicando-lhe com grande seriedade sobre o Universo e Deus.Falou de cosmogonia,teologia,escatologia,filosofia,mitologia, fenomenologia,religiões comparadas,timologia sacra,simbolismoe astrologia.Citou o I Ching, a Bíblia,os Vedas,Sutras e os livros sagrados de toda a espécie.Falou-lhe das leis cósmicas,da hierarquia dos anjos e demônios,dos planos astrais,dos níveis de consciencia divinos,da formação da almas e chacras.À medida que falava o andarilho ia ficando cada vez mais pálido.Td aquilo já ouvira antes.Mais uma vz se decepcionara.Ia morrer sem a resposta.
Finalmente o monge disse:

Pronto!
Desolado, o andarilho retrucou-lhe

Não meu mestre .Eu continuo sem saber.O senhor explicou td,menos o porquê.
Então os olhinhos do monge voltaram a cintilar e seu rosto iluminou-se .Com um sorriso respondeu-lhe

Ah meu filho .Tudo isso é porque Deus queria brincar.O Universo é a Grande Brincadeira de Deus.
O andarilho finalmente tinha encontrado sua resposta.

“…Com a história da Grande Brincadeira,o Velho revelou-me sua concepção básica.Tdo se explicava na idéia de Deus brincando de um jogo de esconde-esconde de si mesmo.Tudo era o prazer da redescoberta,no jogo cósmico da unidade versus dualidade.
Disse-me que eu não podia levar nada asério,pois td não passava de um jogo.A própria iniciação era como uma brincadeira.O homem no jogo de se redescobrir.
Debaixo do mundo real,h;a apenas Maia,a grande Ilusão.E como ilusão, não passa de uma brincadeira.O ego brinca que existe.As sociedades brincam que são válidas.As culturas brincam que são reais. O universo inteiro brinca.
-É td ilusão,tudo brincadeira!.N iniciação brincamos,Somos deuses e nos esquecemos disso,apenas para jogar.A iniciação é a brincadeira de Deus procurando a si mesmo.
Com essas explicações ele mandou que eu relaxasse e levasse menos a sério a mim mesmo.Disse para relaxar e brincar.Isso me tiraria os medos,mexeria com meus valores.Se tudo é uma brincadeira, as coisas perdem seu poder de pressão.Passamos a v^-las como um jogo simplesmente.Se ganhamos,bem.Se perdemos,igual.É um jogo cósmico e divino.”
“…Não fuja das dualidades, Transcenda-as ,brincando com elas. Alcançamos a unidade viajando pelas dualidades.A finalidade da grande brincadeira é desaprender.Construímos na mente um monte de bobagens.São as ilusões.Depois brincamos de desaprende-las.Mas para isso temos de brincar com elas.Assim desaprendemos que são sérias.Não o são por que são brincadeiras divinas .Brinque com os jogos do amor.Brinque com a paixão,com seu ego, com ganhar dinheiro. Assim descobrirá que não são reais.Servem para brincar de desaprender.Com a consciência da Grande Brincadeira,tudo é bom.Nada escraviza.
Ante meus olhos arregalados,o Velho explicou-me exatamente o que,devia pressentir ,estava em minha mente.

Eu não falo de mentir ,prejudicar,porque,afinal é td uma Grande Brincadeira. Cumpra sua palavra,Seja dedicado no que faz.Seja correto nas suas obrigações .Mas como se brincasse,sabendo que o faz como num jogo.Então deixarás de ser escravo delas.
O ego não é um,Um ego é uma multidão de eus.Ele não é uma unidade.Relaxe e brinque com eles…
Com inocencia, brinque intensamente com seus muitos eus.Se há uma contradição não aceita um lado da moeda e rejeite o outro.Fique com os dois.Divirta-se com eles,sem culpa.Desista das tensoes das contradições Experimente-as sem culpas e verá nelas a bela dança da harmonia .Será maldito se o fizer sem consciencia.Será bendito se o fizer em inocência.Alcance a unidade brincando com as dualidades.Viaje com elas sem tensão e descobrirá a unidade.
Abençoado é o mundo das cores,da música ,da beleza,da alegria e do amor.Abençoados são nossos pecados,vícios e virtudes,Bendito é ao dulto que brinca com vida como uma criança.Isso é ilimitação.ele conhece os Mistérios,Ele é feliz .Ele sabe que td é uma grande Brincadeira-Ele riu- Você não queria respostas? Aí as tem.
Em seguida franziu os cenhos e disparou:
– Aproveite-as enquanto não as destruo também.

Retirado do Livro Viagem Interior-Francisco Bostrom.